As
Proposições Categóricas
A lógica surgiu com o
filósofo grego Aristóteles, seu objetivo era desenvolver um método capaz de
identificar argumentos logicamente válidos e para isso criou 8 regras lógicas
que podem ser aplicadas aos argumentos para determinar sua validade. O método
de Aristóteles, porém, só é capaz de analisar um tipo de argumento, o
silogismo. Silogismos são argumentos formados por três frases, como no exemplo:
Todo homem é mortal.
Alguns brasileiros são homens.
Logo, alguns brasileiros são
mortais.
Estas frases que formam um
silogismo são sempre de um tipo específico, são chamadas de proposições categóricas.
Proposições categóricas são frases
que afirmam ou negam algo e que têm uma relação entre um sujeito e um predicado.
As frases utilizadas pela lógica aristotélica são proposições categóricas
formadas pelas seguintes partes: um quantificador, um sujeito, um verbo de
ligação e um predicado. Exemplo:
Todo gato é mamífero.
(quantificador) (sujeito) (verbo de ligação) (predicado)
Você consegue identificar o
quantificador, o sujeito, o verbo de ligação e o predicado nas frases abaixo?
Responda nos comentários.
Todo paranaense é brasileiro.
Nenhum animal é imortal.
Algum homem é loiro.
Algum metal não é sólido.
As proposições categóricas
são distinguidas quanto à sua quantidade e qualidade. Em relação à quantidade
as proposições podem ser universais
ou particulares. Quando a frase
começa com “Todo” ou “Nenhum” dizemos que ela é universal. Quando a frase
começa com “Algum” dizemos que ela é particular.
As proposições também são
distinguidas quanto à sua qualidade: afirmativas
ou negativas. Por exemplo, a frase
“Algum metal é sólido” é
afirmativa. E a frase “Algum metal não
é sólido” é negativa.
Agora podemos classificar as
frases do exemplo anterior, fica da seguinte forma:
Todo paranaense é brasileiro:
Universal Afirmativa.
Nenhum animal é imortal:
Universal Negativa.
Algum homem é loiro:
Particular Afirmativa.
Algum metal não é sólido:
Particular Negativa.
Saber classificar as
proposições categóricas é importante para a correta aplicação das regras
aristotélicas ao silogismo.

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